Via Vinum é uma adega boutique no Real Parque.
Nela você encontra os melhores rótulos de vinhos nacionais e importados além de opções de champagnes, linha gourmet e outros acessórios.

Av. Barão de Campos Gerais, 370 - Real Parque, São Paulo-SP
tel. 2307-4566

Aqui no Blog falamos do mundo dos vinhos, além de darmos dicas e informarmos sobre degustações e promoções da Via Vinum.


domingo, 24 de agosto de 2014

10 lugares especiais em São Paulo que todo amante de vinho precisa conhecer


Já não é de hoje que o vinho deixou de ser uma bebida reservada apenas a um público mais velho e/ou de maior poder aquisitivo. Pesquisas recentes dão conta que seu consumo no país cresce sobretudo entre os mais jovens e, para atender essa demanda, não faltam opções mais acessíveis e ambientes mais informais.


Selecionamos aqui alguns lugares que merecem a visita, seja para um jantar especial ou comemoração, seja para um happy hour mais descontraído.

1) Bardega

Esse bar localizado no Itaim oferece mais de 100 opções em taça de tintos, brancos, rosés e espumantes. Sem gastar uma grande quantia, você experimenta e, se gostar, já compra lá mesmo a garrafa e leva para casa!



Pequenininha e charmosíssima bodega toscana encravada no Jardins para tomar um bom vinho a preço justo, servido em taças ou em copinhos a qualquer hora do dia numa mesinha na calçada.



Tijolos aparentes, mesas de madeira de demolição e luminárias feitas de garrafas de vidro compõem a atmosfera informal da casa. A carta de vinhos é apresentada de maneira original: colada numa garrafa, como se fosse um rótulo.


4) Bravin

Nesse aconchegante sobrado em Higienópolis, a sommelière Daniela Bravin oferece uma magnífica seleção de vinhos que varia todas as noites. Destaque para os rótulos nacionaisexclusivos da casa e para a bela seleção de queijos e embutidos artesanais.



Velas à mesa, cartazes em estilo Art Nouveau e mesas de madeira compõem a atmosfera perfeita para um jantar romântico regado a vinhos de primeira linha. Para os fãs de espumantes, uma pedida irresistível!



A casa trabalha exclusivamente com produtos 100% orgânicos, biodinâmicos ou naturais, o que contempla uma incrível variedades de vinhos de pequenos produtores da América Latina. A programação musical é composta por noites de jazz, tango e flamengo.


7) Tazza
Original e descontraído wine bar da Vila Madalena. Na linha self service, é o próprio cliente quem coloca o copo na máquina que armazena as garrafas, decide a dose (30, 60 ou 120 mililitros) e pressiona o botão para se servir. Para acompanhar, petiscos para se comer com a mão, sem frescura.



Um food truck especializado em vinhos de pequenos produtores de Mendoza, na Argentina. Detalhe: todas as taças e garrafas depois de servidas são recicladas.



O subsolo desse jazz bar da Vila Madalena reserva uma grata surpresa para os amantes de vinhos: cinco mesas à luz de velas dentro da adega da casa, revestida de tijolos.



Espaço completo para o estudo do vinho com cursos e oficinas. Possui uma biblioteca com mais de 300 títulos nacionais e internacionais, filmes e revistas.



domingo, 27 de julho de 2014

Durma dentro de um barril de vinho na Holanda


Com a quantidade de ofertas de acomodação disponíveis por esse mundo afora, os hotéis estão, definitivamente, precisando de inovar. E muito têm feito isso de forma criativa, transformando o que seria uma simples estadia em uma experiência marcante.

Esse é o caso do Hotel De Vrouwe van Stavoren, na Holanda, que usa barris de vinho como quartos de hóspedes. O que inicialmente parece bizarro, acaba por se revelar uma ideia de muito bom gosto, oferecendo conforto e praticidade num espaço diferente.

O hotel, situado na antiga cidade portuária de Stavoren, resgatou e transformou quatro tonéis de grandes dimensões, que foram, em tempos, usados para armazenar mais de 14 mil litros de vinho cada um, e que estavam num castelo francês. Agora, ganharam capacidade para acomodar duas pessoas, com direito a banheiro e sala de estar, com rádio e televisão.

Apesar da idade avançada, os barris mantêm as capacidades para serem usados como quartos, principalmente graças à sua estrutura forte. Confira nas imagens abaixo:









Fonte: nomadesdigitais.com.br

quarta-feira, 16 de julho de 2014

A Vida de Beethoven



Ludwig van Beethoven nasceu a 16 ou 17 de dezembro de 1770 em Viena e morreu a 26 de março de 1827.  A sua família era de origem flamenga, o seu avô de quem herdou o nome, nasceu em Antuérpia. O pai de Ludwig, era tenor e foi dele que Beethoven recebeu as primeiras lições de música, estudava música todos os dias, durante muitas horas, desde os cinco anos de idade. No entanto o seu pai era alcoolico e isso influenciou em parte a sua infância.


A sua mãe, Maria Magdalena Kewerich, casou duas vezes, o primeiro marido foi Johann Leym, tiveram apenas um filho, Johann Peter Anton, que nasceu e morreu em 1764. Depois da morte do marido, Magdalena, viúva, casou com Johann van Beethoven, tiveram sete filhos: o primeiro, Ludwig Maria, que nasceu e morreu no ano de 1769; o segundo Ludwig van Beethoven (1770-1827), o compositor, que morreu com 57 anos; o terceiro, Kaspar Anton Carl van Beethoven (1774-1815) que também tinha dotes para a música e que morreu com 41 anos; o quarto, Nicolaus Johann van Beethoven (1776-1848), que se tornou muito rico, graças à indústria farmacêutica, e que morreu com 72 anos; a quinta, Anna Maria, que nasceu e morreu em 1779; o sexto, Franz Georg (1781-1783), que morreu com dois anos de idade e a sétima, Maria Magdalena (1786-1787), que morreu com um ano de idade. Portanto, Beethoven foi o terceiro filho da sua mãe e o segundo do seu pai, teve seis irmãos, quatro dos quais morreram na infância. 


Ludwig nunca teve estudos muito aprofundados, mas sempre revelou um talento excepcional para a música. Com oito anos de idade, foi confiado a Christian Gottlob Neefe o melhor mestre de cravo da cidade. Beethoven compôs as suas primeiras peças aos onze anos de idade, iniciando a carreira de compositor, os seus progressos foram de tal forma notáveis que, em 1784, já era organista-assistente da Capela Eleitoral, e pouco tempo depois, foi violoncelista na orquestra da corte e professor, assumindo já a chefia da família, devido à doença do pai(alcoolismo). Foi nesta altura que conheceu o jovem Conde de Waldstein, a quem mais tarde dedicou algumas das suas obras, pela sua amizade. Este, percebendo o seu grande talento, enviou-o, em 1787, para Viena, a fim de ir estudar com Joseph Haydn. O Arquiduque de Áustria, Maximiliano, subsidiou então os seus estudos. No entanto, teve que regressar pouco tempo depois, assistindo à morte da sua mãe. A partir daí, Ludwig, com apenas dezessete anos, lutou contra as dificuldades financeiras.


Em 1792, já com 21 anos de idade, muda-se para Viena onde permanecerá para o resto da vida. Procura então complementar mais os seus estudos, o que o leva a ter aulas com Antonio Salieri, com Foerster e Albrechtsberger. Tornou-se um pianista virtuoso, cultivando admiradores. Foi em Viena que lhe surgiram os primeiros sintomas da sua grande tragédia. Foi-lhe diagnosticado, por volta de 1796, tinha Ludwig os seus 26 anos de idade, a congestão dos centros auditivos internos, o que lhe transtornou bastante o espírito, levando-o a isolar-se e a grandes depressões. Consultou vários médicos, fez curativos, realizou balneoterapia, usou cornetas acústicas, mudou de ares; mas os seus ouvidos permaneciam arrolhados. Desesperado, entrou em profunda crise depressiva e pensou em suicidar-se. 


Embora tenha feito muitas tentativas para se tratar, durante os anos seguintes, a doença continuou a progredir e, aos 46 anos de idade (1816), estava praticamente surdo. Porém, ao contrário do que muitos pensam, Ludwig jamais perdeu a audição por completo, muito embora nos seus últimos anos de vida a tivesse perdido. De 1816 até 1827, ano da sua morte, compôs cerca de 44 obras musicais. A sua influência na história da música foi imensa. Ao morrer, a 26 de Março de 1827, estava a trabalhar numa nova sinfonia, assim como projectava escrever um "Requiem".


Ao contrário de Mozart, que foi enterrado anonimamente numa vala comum (o que era o costume na época), cerca de 20.000 cidadãos vienenses enfileiraram-se nas ruas para o funeral de Beethoven, a 29 de março de 1827. Franz Schubert, que morreu no ano seguinte e foi enterrado ao lado de Beethoven, foi um dos portadores da tocha. Beethoven foi enterrado no cemitério Währing em Viena, os seus restos mortais foram exumados para estudo, em 1862, sendo transferidos em 1888 para o Cemitério Central de Viena.


Há controvérsias sobre a causa da morte de Beethoven, muitos apontam para cirrose alcoólica outros para sífilis, hepatite e até mesmo envenenamento. Beethoven compôs uma das musicas clássicas da minha preferência pessoal a "Eroica".


Foi o vinho que causou a surdez de Beethoven e tambem, possivelmente a sua morte. Pelo menos foi essa a conclusão que chegaram M.Stevens, T. Ballingham e A.K.Crofts que fizeram uma ampla revisão de estudos sobre as prováveis causas desta surdez.

Concluíram que o envenenamento por chumbo e a melhor explicação para a causa da lenta e progressiva perda de audição de Beethoven. O consumo recorrente do vinho contaminado com este metal explicaria não só sua surdez como inúmeros outros problemas de saúde apresentados pelo musico.

O consumo de vinho por Beethoven pode ser a melhor explicação para sua perda de audição e ate sua morte, mas talvez também tenha sido uma alavanca inspiratória para sua majestosa e imortal obra.


quinta-feira, 3 de julho de 2014

A Rioja do Marqués de Riscal



A região da Rioja já era conhecida pela notoriedade dos seus vinhedos e a produção de alguns dos melhores vinhos da Espanha. Mas de alguns anos para cá, outro fator tem atraído os turistas: a enoarquitetura, ou melhor: "a arquitetura do vinho”.


A região é muito bonita, cheia de igrejas e mosteiros medievais, além da proximidade de inúmeras vinículas. Nos últimos anos, os proprietários das caves investiram potencialmente nas suas sedes, projetando a "arquitetura do vinho" como responsável pelos prédios ultra modernos na região.


Este é o Hotel Marqués de Riscal, que leva o nome da vinícola fundada em 1858 e fica no pequeno vilarejo de Elciego, no coração da Rioja. As placas de titânio que figuram o design arrojado do hotel tem a cor do vinho tinto, junto ao dourado e o prata presentes nas garrafas do vinho Marqués Reserva. Uma verdadeira obra prima da arquitetura!!!


O hotel faz parte do complexo Ciudad Del Vino, composto pela antiga vinícola Herederos de Marqués de Riscal, a mais antiga de Rioja e a primeira da região a fazer vinhos utilizando o mesmo sistema que Bordeaux, na França. É aí que a empresa mantém a “Catedral”, uma adega que começou a ser composta no século XIX e hoje abriga mais de 170 mil garrafas de vinhos, todos produzidos pela vinícola.


Idealizado pelo arquiteto canadense Frank O. Gehry, também responsável pelo projeto do Museu Guggenheim Bilbao, o hotel oferece um ambiente sofisticado e um serviço atencioso que posicionam o pequeno vilarejo de Elciego, no mapa do luxo mundial.



Todas as suas 43 suítes possuem TVs de plasma e aparelhos de som Bang & Olufsen, hidromassagem, conexão wi-fi e vistas espetaculares para as montanhas e vinhedos da região.



Em 2009, o Marqués de Riscal recebeu o título de melhor hotel não urbano da Espanha, concedido pelaCondé Nast Traveler, uma respeitada publicação de turismo de luxo. Ele também faz parte da “It List” da renomada revista Travel & Leisure.




Além de oferecer a oportunidade única aos hóspedes de viver dentro de um espaço criado por esse gênio da arquitetura contemporânea, o hotel disponibilizava bicicletas aos hospedes para que pedalem pela região, e ainda conta com uma filial do spa francês Caudalie, famoso pelos tratamentos rejuvenescedores milagrosos, com produtos a base de uvas e vinhos. Um verdadeiro desfrute da vinhoterapia.



Além dos tratamentos oferidos, toda a linha de cremes do Spa Caudalie está acessível aos que desejarem comprá-los. Uma ótima pedida é o creme para drenagem feito de uva!!!


Relaxamento completo...



Piscinas aquecidas e hidromassagem poderosa.



A parte gastronômica do hotel também foi planejada com cuidado. São dois restaurantes, o Bistro 1860 e o Marqués de Riscal, ambos com cardápio elaborado pelo chef Francis Paniego. O chef foi o primeiro da região de Rioja a ganhar uma estrela no Guia Michelin, pelo seu trabalho no restaurante Echaurren.


Programação romântica perfeita!!!


Imaginem um happy hour nessas mesinhas, com a vista para o Elciego: o sol se pondo, as luzes da cidade se acendendo e a igrejinha toda iluminada... Lindo!!!



É possível fazer um tour pelas instalações da vinícola localizada nos domínios do hotel. Há uma parte antiga, mas a maioria das instalações foram completamente modernizadas.


O complexo que abriga a moderna bodega San Vicente, inclui um laboratório de análises de vinho de última geração. Uma experiência imperdível para quem aprecia a arte da vinificação.




Durante o tour é visitado o local onde estão "trancafiados" os melhores vinhos já produzidos pela Marqués, adormecidos por até 120 anos. Garrafas preciosas, desfrutadas apenas pela realeza ou durante ocasiões especialíssimas celebradas pela própria Marqués de Riscal, como o brinde a Frank Gehry pelo projeto do Hotel.


Por fim, a degustação!!! Entre os principais rótulos produzidos pela empresa estão o Reserva Gehry – um vinho lançado em edição limitada de cinco mil garrafas –; o Baron de Chirel, feito com uvas de vinhedo com mais de 50 anos; e o Grand Reserva, que leva 30 meses envelhecendo em barricas de madeira.




*Curiosidade: a Marqués de Riscal foi precursora da modernidade na Rioja, sendo a primeira a levar a uva cabernet sauvignon para a Espanha.


Especificações: Para chegar até o vilarejo de Elciego [Rioja], a distância percorrida de carro via Madri é de aprox. 320 Km. Maiores detalhes sobre itinerários enogastronômicos na Rioja.