Via Vinum é uma adega boutique no Real Parque.
Nela você encontra os melhores rótulos de vinhos nacionais e importados além de opções de champagnes, linha gourmet e outros acessórios.

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Aqui no Blog falamos do mundo dos vinhos, além de darmos dicas e informarmos sobre degustações e promoções da Via Vinum.


segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Aos 300 anos, Chianti Classico quer ser patrimônio cultural da humanidade


Região localizada na Toscana, Itália, entra na lista dos postulantes da Unesco.

Ao completar 300 anos desde a regulamentação da região italiana de Chianti Classico em 1716, os produtores do célebre vinho são os mais novos integrantes da lista de interessados em alcançar o status de patrimônio mundial cultural da Unesco. Eles seguem os passos de regiões como Barolo, Champagne, Borgonha e St-Emilion.


A área-candidata corresponde exatamente à Denominação de Origem Controlada e Garantida de Chianti Classico, também conhecida como Gallo Nero, graças à logomarca dos vinhos, a de um galinho preto. Descolou-se do genérico Chianti em 1996, ao incluir o sufixo “Clasico” e levar a DOCG.

Para entrar na célebre lista, os produtores têm que provar que são parte de uma paisagem de valor universal excepcional. Se for aprovada, será a 52ª região italiana a ser considerada patrimônio da humanidade – nenhum outro país tem tantas regiões protegidas. Outras regiões italianas que estão na corrida da Unesco são Prosecco e os vinhedos de Nebbiolo em Valtellina.
As regiões que entraram na lista da Unesco mais recentemente foram Borgonha e Champagne, na França, ambas incluídas na seleção em julho deste ano. Outras célebres áreas vinícolas, como o Piorato, na Espanha, estão buscando o reconhecimento da Unesco.

Os critérios de avaliação são claros e públicos, disponíveis no site da Unesco. Eles dizem respeito ao tipo de representação histórica e cultural que cada região oferece. E, uma vez que um lugar entra na lista, é comum que viva um boom turístico – algumas regiões, no entanto, já são extremamente visadas pelos viajantes e até dispensariam mais turistas.

O reconhecimento da Unesco não costuma ter impacto no preço dos vinhos.

Há ainda regiões vinícolas que entram na lista por outras razões que não o vinho – seja arquitetura, beleza da paisagem ou localização, como é o caso do vale do Loire, na França, que faz alguns bons vinhos, mas não está na lista por eles.


Chianti Classico

Para a crítica britânica de vinhos Jancis Robinson, a região de Chianti Classico é uma das mais importantes da Toscana em termos de qualidade e durabilidade de um vinho. “É justo dizer, e essa é uma generalização que raramente pode ser feita em outras partes do mundo, que o Chianti Classico é um dos vinhos mais bem feitos de forma consistente do mundo”, afirma.

A Sangiovese é a espinha dorsal do Chianti Classico, que pode ser “cortada” com outras 49 variedades tintas. Novas regulações permitem até 20% de uvas estrangeiras como Merlot, Syrah e Cabernet Sauvignon. Mas nem sempre foi assim. Durante muito tempo, as brancas Malvasia e Trebbiano eram as mais comuns no corte.

Ocorre que nos anos 1960, a região entrou em crise com mudanças no sistema de agricultura, o que levou ao êxodo de mão-de-obra especializada e à decadência de muitas vinícolas, que passaram a produzir vinhos com preocupação na quantidade e não na qualidade.

A virada ocorreu com a chegada dos Supertoscanos, vinhos que fugiam às regras ao usar uvas estrangeiras e não tinham o direito de usar o nome da região no rótulo, sendo apenas “vinho de mesa”. (O mais celebre deles, criado por Giacomo Tachis, é o Sassicaia.) Era uma situação demasiadamente embaraçosa para o consórcio dos vinhos da região perder a preferência do público para vinhos não-regulamentados e com menos tradição.

Nos anos 1980, a associação dos produtores finalmente entendeu que era preciso melhorar práticas de viticultura e os vinhedos em si para melhorar a qualidade dos vinhos. Começaram a estudar clones, performance em cada altitude, composição do solo entre outros detalhes, o que levou a uma melhora considerável de qualidade.

Em 1996, a região recebeu o DOCG, passou a ser chamada de Chianti Classico e passou a operar nas regras que hoje conhecemos: de 80% a 100% de Sangiovese e até 20% de outras uvas tintas.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

segunda-feira, 18 de julho de 2016

BORDEAUX ou BORGONHA


Borgonha:


Bordeaux:



Conforme Manuel Beato:

"Vinhos de Bordeaux têm estrutura mais fechada, precisam de mais anos para desenvolver sua grandesa. Os de Borgonha seduzem com menos tempo, são mais delicados. Se usasse uma analogia musical, eu diria que Bordeaux é Beethoven, Borgonha é Mozart."


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quarta-feira, 13 de julho de 2016

Degustação Mistral - 12/07 - Paul Hobbs


Ontem aconteceu uma degustação da Mistral no Rubayat. Lá degustamos vinhos do talentoso Paul Hobbs, enólogo americano. 

Para quem acompanha de perto o mundo do vinho, o nome de Paul Hobbs dispensa apresentações. Enólogo experiente, traz no currículo marcas invejáveis como a mítica nota 100 de Robert Parker e lugar cativo na lista dos melhores vinhos do mundo da Wine Spectator. Um dos pioneiros na vinificação de vinhos com uvas de vinhedo único, Paul Hobbs produz verdadeiros ícones da Califórnia — vinhos de classe mundial, exuberantes e poderosos. Seus tintos e brancos mostram impressionante finesse e elegância, em um estilo tão característico que não deixa de lembrar certos vinhos de Angelo Gaja. Seus maravilhosos Cabernet Sauvignon, Pinot Noir e Chardonnay de vinhedo são todos vinhos fantásticos, de minúscula produção, disputados por filas de enófilos e colecionadores em seu país de origem.



Segue a lista dos vinhos:

1- Crocus Atelier 2012



Esta cativante criação de Paul Hobbs é elaborada com uvas de 3 terroir distintos que resultam em um vinho suculento e mineral. As uvas Malbec vem de vinhedos de até 40 anos de idade, cultivados com o mínimo intervencionismo e agricultura sustentável. Para manter o caráter cheio de fruta, o vinho é maturado em fordes de 5000 litros. Uma grande descoberta para admiradores da casta Malbec.

2- Crocus Prestige 2011



Com uma produção de pouco mais de 1.200 caixas, O Crocus Prestige mostra que a casta Malbec consegue originar vinhos de classe mundial - encorpados, ricos e repletos de notas de frutas negras - em sua região de origem. Paul Hobbs selecionou lotes de 3 vinhedos de agricultura sustentável nos melhores terroir de Cahors para conseguir um vinho elegante e de rara complexidade. Maturado 18 meses em barricas de carvalho francês (50% novas), combina potência e longevidade com um notável caráter varietal.

3- Crocus Grand Vin 2011



Com uma minúscula produção de apenas 300 caixas, o "Grand Vin" mostram o patamar que a casta Malbec pode alcançar. Elaborado a quatro mãos por dois dos melhores especialistas de casta de todo mundo - Paul Hobbs e Bertrand Vigouroux - é um vinho de incrível complexidade, capaz de competir com os melhores vinhos do mundo. Elaborado co uvas de vinhedos de baixíssimo rendimento, é maturado 24 meses em barricas novas Taransauld e da cultuada tonelaria Darnajou. Combina a textura cremosa, típica da casta, com grande complexidade. Uma verdadeira referência para a Malbec e para os vinhos de Cahors.

4- Paul Hobbs Chardonnay Russian River Valley 2009



Elaborado com uvas selecionadas alguns dos melhores vinhedos de Russian River, este impressionante Chardonnay combina uma notável riqueza aromática com uma profunda mineralizada, em um conjunto exuberante e muito equilibrado, que mereceu a classificação "outstanding" de Robert Parker na safra de 2009, que descreveu o vinho como "maravilhoso".

5- Crossbarn Pinot Noir Sonoma Coast 2011



O Pinot Noir da linha Cross Barn de Paul Hobbs é elaborado a partir de uma seleção rigorosa de vinhos de vinhedo único de Sonoma Coast. Tanta-se de um vinho "fresco e vibrante, repleto de energia e finesse" nas palavras de Roberto Parker. Uma bela introdução aos cultuados Pinot Noir de Paul Hobbs.

6- Paul Hobbs Pinot Noir Russian River Valley 2012



Apontado por Robert Parker como "um fantástico exemplo da seleção de vinhedos e vinificação meticulosa de Paul Hobbs", o Pinot Noit Russian River, elaborado principalmente com o clone Calera de Pinot Noir, mostra grande caráter varietal sem abrir mão da opulência dos melhores Pinot Noir californianos. O vinho mereceu 91 pontos de Parker na safra 2012.

7- Paul Hobbs Pinot Noir Lindsay Vineyard Russian River 2012



"Soberbo"para Robert Parker, o Pinot Noir Lindsay Vineyard "mostra os clássicos aromas de um Côte de Nuits" da Borgonha. Este cultuado Pinot Noir de vinhedo único é uma das estrelas do impressionante portfolio de Paul Hobbs. Um grande tinto, de classe mundial.

8- Crossbarn Cabernet Sauvignon Napa Valley 2012



A linha Cross Barn é elaborada com um corte de diversos vinhos de vinhedo único, desclassificados pelo rigorosíssimo processo de produção de Paul Hobbs. São melhores que a maioria dos vinhos principais de outras vinícolas, oferecendo ótima estrutura e complexidade, combinando as qualidades de diversos vinhedos excepcionais. O Cross Barn Cabernet Sauvignon é maturado 18 meses em barricas de carvalho e mostra classe e complexidade por um bom preço bastante atrativo.

Foi uma degustação com ótimos vinhos e uma bela experiência, pois quem deu a palestra foi o próprio Paul Hobbs. Adoramos!!!

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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Vinhos e Queijos


Você sabe qual queijo que combina com o vinho que toma??
Não tem nada melhor do que saborear uma taça de vinho com um delicioso queijo!!


quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Dez verdades e mentiras que os amantes de vinhos repetem



A colunista de vinhos do periódico americano The Wall Street Journal, Lettie Teague, escreveu recentemente sobre as verdades e mentiras que os amantes do vinho vivem repetindo por aí. Em seu texto, ela afirma que algumas opiniões são ditas com tanta frequencia que com o tempo terminam parecendo verdades. E no mundo do vinho não é diferente. Por isso ela escolheu as dez frases mais marcantes sobre o assunto e resolveu consultar profissionais da área para saber se elas são verdade ou mito. Em algumas delas, a jornalista dá o seu próprio veredito. Confira:

1. O mais caro é o melhor

Lettie afirma que nunca acreditou nessa máxima e revela já tomou vinhos “de primeira qualidade” que custam US$ 25 a garrafa e outros até mais baratos. Um dos especialistas entrevistados afirmou que os comerciantes de vinho é que são responsáveis por essa ideia. “Ou você pode ser conduzido pelo ego do produtor”, completou.

2. O vinho se faz no vinhedo

“Este provérbio se tornou o favorito de aparentemente todos os produtores de vinho do mundo”, diz Lettie. Um dos entrevistados disse que um enólogo pode arruinar anos de viticultura se não tomar boas decisões na vinícola. “Erros podem incluir uma temperatura de fermentação inadequada ou sufocamento de boas frutas com muito carvalho”. Então, para ela, talvez seja melhor dizer: "Um bom vinho começa em um bom vinhedo".

3.  Não importam as pontuações e os críticos de vinhos

Para um dos entrevistados, as marcas são o que motivam as pessoas a comprar o vinho. “Pontuações realmente não vendem vinho", observou. Já outro acredita que em um mercado tão competitivo, os resultados são mais importantes do que nunca. A jornalista chegou então à conclusão que as pontuações só importam quando os vinhos conquistam mais de 90 pontos.

4. Os produtores fazem vinhos para os críticos

Bebedores de vinho não são os únicos que procuram altas pontuações. Diz-se que aqueles que fazem também. Os enólogos (aparentemente) decifraram os paladares de críticos influentes e produzem vinhos que eles gostam. Ficção ou realidade? “Há um oceano de marcas de massa que não procuram opiniões e avaliações. E, em última análise, tentar agradar os críticos traz muito poucos resultados. Na verdade, apenas uma ínfima quantia de vinhos do mundo são classificados pelos críticos”, diz ela.

5. Os vinhos com alto teor alcoólico não são bons

Um determinado grupo de bebedores de vinho, amadores e profissionais, desqualifica vinhos com níveis elevados de álcool (superior a 14%). Na opinião da colunista, este grupo é composto principalmente por pessoas que escrevem blogs de vinho. No entanto, os fatos não parecem apoiar estes pontos de vista, nem parece importar aos fabricantes de vinho. “O mundo produz e consome uma enorme quantidade de vinho com um teor de álcool bem acima de 14%. Os vinhos com mais álcool provêm de frutas mais maduras, resultado de temperaturas mais quentes. E algumas das melhores safras de Bordeaux têm ocorrido em anos quentes, como a de 1947 ou de 1982”, aponta a colunista.

6. Um grande vinho deve ser de guarda

“Normalmente um vinho caro se transforma ao longo dos anos. Não só suporta a passagem do tempo, mas melhora e se torna mais sutil e complexo. Eu acho que esta ideia é verdade e tem resistido à passagem do tempo”, avalia Lettie.

7. Os vinhos do Velho Mundo são melhores que o do Novo Mundo

Este tema dividiu os entrevistados. Porém, todos eles reconheceram a sensibilidade do Velho Mundo: centenas de anos de tradição, incluindo o envolvimento pessoal com o vinhedo. “Acho que o melhor é um híbrido: a sensibilidade do Velho Mundo combinada com as técnicas inovadoras do Novo Mundo constituem o melhor vinho”, filosofa a autora.

8. Os sommeliers só gostam de vinhos desconhecidos

“Os sommeliers que estão sempre à procura de algo interessante e novo devem lembrar-se de que os seus clientes talvez possam preferir vinhos com os quais já estão familiarizados. Talvez o ditado deva ser alterado para: um mau sommeliers só gosta de vinhos desconhecidos”, observa Lettie.

9. Os bebedores de vinhos tintos são mais sofisticados que os bebedores de vinhos brancos

A ideia de que os bebedores de vinho tinto são entendidos ao invés de meros consumidores manteve-se ao longo de décadas. No entanto, muitos profissionais do vinho discordam. "Se você realmente gosta de vinho", diz um especialista, "é o oposto". O vinho branco oferece uma gama ampla de possibilidades, é mais versátil e mais fácil para tomar sem alimentos. Talvez haja uma percepção machista que o vinho tinto é mais importante e sofisticado, porque é mais masculino. Alguns dos vinhos mundiais mais complexos e atraentes são feitos a partir de uvas brancas (Borgonha, Vouvray, Mosel Riesling e Champagne).

10. O vinho é difícil

“Este é apenas um ditado ou uma reclamação? É sem dúvida uma declaração que eu ouvi muitas vezes. Embora existam muitos guias para idiotas afirmando que o vinho é simples, aprender e conhecer o vinho é um desafio. Ou pelo menos é para aqueles que procuram algo além de uma bebida puramente consumível. O vinho é o estudo de muitos temas simultâneos: história, geologia, cartografia, geografia, política, química e sociologia. Quem afirmar o contrário está deliberadamente minimizando a complexidade do assunto ou está mentindo”, sentencia.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Vinho Mineral - Que definição é essa para você?



Mineralidade - é um termo bastante em moda hoje, mas pode-se definir um vinho como mineral?
Resumindo uma pesquisa feita por Sarah Jane Evans (Naster of Wines) com pesquisadores e winemakers pelo mundo afora:

- De um lado aqueles que afirmam não haver possibilidade dos elementos minerais do solo passaram para os vinhos;

- De outro aqueles que concordam que vinhos provenientes de solos pedregosos, clima frio, boa acidez sem muita fruta, caracterizam o tal "estilo mineral".

De qualquer forma, conforme David Molina (professor da Escola Outlook Wine en Barcelona):

"Notas degustativas dizem respeito a metáforas e transferência de idéias, e "mineralidade" é uma palavra que funciona." 


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domingo, 24 de agosto de 2014

10 lugares especiais em São Paulo que todo amante de vinho precisa conhecer


Já não é de hoje que o vinho deixou de ser uma bebida reservada apenas a um público mais velho e/ou de maior poder aquisitivo. Pesquisas recentes dão conta que seu consumo no país cresce sobretudo entre os mais jovens e, para atender essa demanda, não faltam opções mais acessíveis e ambientes mais informais.


Selecionamos aqui alguns lugares que merecem a visita, seja para um jantar especial ou comemoração, seja para um happy hour mais descontraído.

1) Bardega

Esse bar localizado no Itaim oferece mais de 100 opções em taça de tintos, brancos, rosés e espumantes. Sem gastar uma grande quantia, você experimenta e, se gostar, já compra lá mesmo a garrafa e leva para casa!



Pequenininha e charmosíssima bodega toscana encravada no Jardins para tomar um bom vinho a preço justo, servido em taças ou em copinhos a qualquer hora do dia numa mesinha na calçada.



Tijolos aparentes, mesas de madeira de demolição e luminárias feitas de garrafas de vidro compõem a atmosfera informal da casa. A carta de vinhos é apresentada de maneira original: colada numa garrafa, como se fosse um rótulo.


4) Bravin

Nesse aconchegante sobrado em Higienópolis, a sommelière Daniela Bravin oferece uma magnífica seleção de vinhos que varia todas as noites. Destaque para os rótulos nacionaisexclusivos da casa e para a bela seleção de queijos e embutidos artesanais.



Velas à mesa, cartazes em estilo Art Nouveau e mesas de madeira compõem a atmosfera perfeita para um jantar romântico regado a vinhos de primeira linha. Para os fãs de espumantes, uma pedida irresistível!



A casa trabalha exclusivamente com produtos 100% orgânicos, biodinâmicos ou naturais, o que contempla uma incrível variedades de vinhos de pequenos produtores da América Latina. A programação musical é composta por noites de jazz, tango e flamengo.


7) Tazza
Original e descontraído wine bar da Vila Madalena. Na linha self service, é o próprio cliente quem coloca o copo na máquina que armazena as garrafas, decide a dose (30, 60 ou 120 mililitros) e pressiona o botão para se servir. Para acompanhar, petiscos para se comer com a mão, sem frescura.



Um food truck especializado em vinhos de pequenos produtores de Mendoza, na Argentina. Detalhe: todas as taças e garrafas depois de servidas são recicladas.



O subsolo desse jazz bar da Vila Madalena reserva uma grata surpresa para os amantes de vinhos: cinco mesas à luz de velas dentro da adega da casa, revestida de tijolos.



Espaço completo para o estudo do vinho com cursos e oficinas. Possui uma biblioteca com mais de 300 títulos nacionais e internacionais, filmes e revistas.



domingo, 27 de julho de 2014

Durma dentro de um barril de vinho na Holanda


Com a quantidade de ofertas de acomodação disponíveis por esse mundo afora, os hotéis estão, definitivamente, precisando de inovar. E muito têm feito isso de forma criativa, transformando o que seria uma simples estadia em uma experiência marcante.

Esse é o caso do Hotel De Vrouwe van Stavoren, na Holanda, que usa barris de vinho como quartos de hóspedes. O que inicialmente parece bizarro, acaba por se revelar uma ideia de muito bom gosto, oferecendo conforto e praticidade num espaço diferente.

O hotel, situado na antiga cidade portuária de Stavoren, resgatou e transformou quatro tonéis de grandes dimensões, que foram, em tempos, usados para armazenar mais de 14 mil litros de vinho cada um, e que estavam num castelo francês. Agora, ganharam capacidade para acomodar duas pessoas, com direito a banheiro e sala de estar, com rádio e televisão.

Apesar da idade avançada, os barris mantêm as capacidades para serem usados como quartos, principalmente graças à sua estrutura forte. Confira nas imagens abaixo:









Fonte: nomadesdigitais.com.br

quarta-feira, 16 de julho de 2014

A Vida de Beethoven



Ludwig van Beethoven nasceu a 16 ou 17 de dezembro de 1770 em Viena e morreu a 26 de março de 1827.  A sua família era de origem flamenga, o seu avô de quem herdou o nome, nasceu em Antuérpia. O pai de Ludwig, era tenor e foi dele que Beethoven recebeu as primeiras lições de música, estudava música todos os dias, durante muitas horas, desde os cinco anos de idade. No entanto o seu pai era alcoolico e isso influenciou em parte a sua infância.


A sua mãe, Maria Magdalena Kewerich, casou duas vezes, o primeiro marido foi Johann Leym, tiveram apenas um filho, Johann Peter Anton, que nasceu e morreu em 1764. Depois da morte do marido, Magdalena, viúva, casou com Johann van Beethoven, tiveram sete filhos: o primeiro, Ludwig Maria, que nasceu e morreu no ano de 1769; o segundo Ludwig van Beethoven (1770-1827), o compositor, que morreu com 57 anos; o terceiro, Kaspar Anton Carl van Beethoven (1774-1815) que também tinha dotes para a música e que morreu com 41 anos; o quarto, Nicolaus Johann van Beethoven (1776-1848), que se tornou muito rico, graças à indústria farmacêutica, e que morreu com 72 anos; a quinta, Anna Maria, que nasceu e morreu em 1779; o sexto, Franz Georg (1781-1783), que morreu com dois anos de idade e a sétima, Maria Magdalena (1786-1787), que morreu com um ano de idade. Portanto, Beethoven foi o terceiro filho da sua mãe e o segundo do seu pai, teve seis irmãos, quatro dos quais morreram na infância. 


Ludwig nunca teve estudos muito aprofundados, mas sempre revelou um talento excepcional para a música. Com oito anos de idade, foi confiado a Christian Gottlob Neefe o melhor mestre de cravo da cidade. Beethoven compôs as suas primeiras peças aos onze anos de idade, iniciando a carreira de compositor, os seus progressos foram de tal forma notáveis que, em 1784, já era organista-assistente da Capela Eleitoral, e pouco tempo depois, foi violoncelista na orquestra da corte e professor, assumindo já a chefia da família, devido à doença do pai(alcoolismo). Foi nesta altura que conheceu o jovem Conde de Waldstein, a quem mais tarde dedicou algumas das suas obras, pela sua amizade. Este, percebendo o seu grande talento, enviou-o, em 1787, para Viena, a fim de ir estudar com Joseph Haydn. O Arquiduque de Áustria, Maximiliano, subsidiou então os seus estudos. No entanto, teve que regressar pouco tempo depois, assistindo à morte da sua mãe. A partir daí, Ludwig, com apenas dezessete anos, lutou contra as dificuldades financeiras.


Em 1792, já com 21 anos de idade, muda-se para Viena onde permanecerá para o resto da vida. Procura então complementar mais os seus estudos, o que o leva a ter aulas com Antonio Salieri, com Foerster e Albrechtsberger. Tornou-se um pianista virtuoso, cultivando admiradores. Foi em Viena que lhe surgiram os primeiros sintomas da sua grande tragédia. Foi-lhe diagnosticado, por volta de 1796, tinha Ludwig os seus 26 anos de idade, a congestão dos centros auditivos internos, o que lhe transtornou bastante o espírito, levando-o a isolar-se e a grandes depressões. Consultou vários médicos, fez curativos, realizou balneoterapia, usou cornetas acústicas, mudou de ares; mas os seus ouvidos permaneciam arrolhados. Desesperado, entrou em profunda crise depressiva e pensou em suicidar-se. 


Embora tenha feito muitas tentativas para se tratar, durante os anos seguintes, a doença continuou a progredir e, aos 46 anos de idade (1816), estava praticamente surdo. Porém, ao contrário do que muitos pensam, Ludwig jamais perdeu a audição por completo, muito embora nos seus últimos anos de vida a tivesse perdido. De 1816 até 1827, ano da sua morte, compôs cerca de 44 obras musicais. A sua influência na história da música foi imensa. Ao morrer, a 26 de Março de 1827, estava a trabalhar numa nova sinfonia, assim como projectava escrever um "Requiem".


Ao contrário de Mozart, que foi enterrado anonimamente numa vala comum (o que era o costume na época), cerca de 20.000 cidadãos vienenses enfileiraram-se nas ruas para o funeral de Beethoven, a 29 de março de 1827. Franz Schubert, que morreu no ano seguinte e foi enterrado ao lado de Beethoven, foi um dos portadores da tocha. Beethoven foi enterrado no cemitério Währing em Viena, os seus restos mortais foram exumados para estudo, em 1862, sendo transferidos em 1888 para o Cemitério Central de Viena.


Há controvérsias sobre a causa da morte de Beethoven, muitos apontam para cirrose alcoólica outros para sífilis, hepatite e até mesmo envenenamento. Beethoven compôs uma das musicas clássicas da minha preferência pessoal a "Eroica".


Foi o vinho que causou a surdez de Beethoven e tambem, possivelmente a sua morte. Pelo menos foi essa a conclusão que chegaram M.Stevens, T. Ballingham e A.K.Crofts que fizeram uma ampla revisão de estudos sobre as prováveis causas desta surdez.

Concluíram que o envenenamento por chumbo e a melhor explicação para a causa da lenta e progressiva perda de audição de Beethoven. O consumo recorrente do vinho contaminado com este metal explicaria não só sua surdez como inúmeros outros problemas de saúde apresentados pelo musico.

O consumo de vinho por Beethoven pode ser a melhor explicação para sua perda de audição e ate sua morte, mas talvez também tenha sido uma alavanca inspiratória para sua majestosa e imortal obra.


quinta-feira, 3 de julho de 2014

A Rioja do Marqués de Riscal



A região da Rioja já era conhecida pela notoriedade dos seus vinhedos e a produção de alguns dos melhores vinhos da Espanha. Mas de alguns anos para cá, outro fator tem atraído os turistas: a enoarquitetura, ou melhor: "a arquitetura do vinho”.


A região é muito bonita, cheia de igrejas e mosteiros medievais, além da proximidade de inúmeras vinículas. Nos últimos anos, os proprietários das caves investiram potencialmente nas suas sedes, projetando a "arquitetura do vinho" como responsável pelos prédios ultra modernos na região.


Este é o Hotel Marqués de Riscal, que leva o nome da vinícola fundada em 1858 e fica no pequeno vilarejo de Elciego, no coração da Rioja. As placas de titânio que figuram o design arrojado do hotel tem a cor do vinho tinto, junto ao dourado e o prata presentes nas garrafas do vinho Marqués Reserva. Uma verdadeira obra prima da arquitetura!!!


O hotel faz parte do complexo Ciudad Del Vino, composto pela antiga vinícola Herederos de Marqués de Riscal, a mais antiga de Rioja e a primeira da região a fazer vinhos utilizando o mesmo sistema que Bordeaux, na França. É aí que a empresa mantém a “Catedral”, uma adega que começou a ser composta no século XIX e hoje abriga mais de 170 mil garrafas de vinhos, todos produzidos pela vinícola.


Idealizado pelo arquiteto canadense Frank O. Gehry, também responsável pelo projeto do Museu Guggenheim Bilbao, o hotel oferece um ambiente sofisticado e um serviço atencioso que posicionam o pequeno vilarejo de Elciego, no mapa do luxo mundial.



Todas as suas 43 suítes possuem TVs de plasma e aparelhos de som Bang & Olufsen, hidromassagem, conexão wi-fi e vistas espetaculares para as montanhas e vinhedos da região.



Em 2009, o Marqués de Riscal recebeu o título de melhor hotel não urbano da Espanha, concedido pelaCondé Nast Traveler, uma respeitada publicação de turismo de luxo. Ele também faz parte da “It List” da renomada revista Travel & Leisure.




Além de oferecer a oportunidade única aos hóspedes de viver dentro de um espaço criado por esse gênio da arquitetura contemporânea, o hotel disponibilizava bicicletas aos hospedes para que pedalem pela região, e ainda conta com uma filial do spa francês Caudalie, famoso pelos tratamentos rejuvenescedores milagrosos, com produtos a base de uvas e vinhos. Um verdadeiro desfrute da vinhoterapia.



Além dos tratamentos oferidos, toda a linha de cremes do Spa Caudalie está acessível aos que desejarem comprá-los. Uma ótima pedida é o creme para drenagem feito de uva!!!


Relaxamento completo...



Piscinas aquecidas e hidromassagem poderosa.



A parte gastronômica do hotel também foi planejada com cuidado. São dois restaurantes, o Bistro 1860 e o Marqués de Riscal, ambos com cardápio elaborado pelo chef Francis Paniego. O chef foi o primeiro da região de Rioja a ganhar uma estrela no Guia Michelin, pelo seu trabalho no restaurante Echaurren.


Programação romântica perfeita!!!


Imaginem um happy hour nessas mesinhas, com a vista para o Elciego: o sol se pondo, as luzes da cidade se acendendo e a igrejinha toda iluminada... Lindo!!!



É possível fazer um tour pelas instalações da vinícola localizada nos domínios do hotel. Há uma parte antiga, mas a maioria das instalações foram completamente modernizadas.


O complexo que abriga a moderna bodega San Vicente, inclui um laboratório de análises de vinho de última geração. Uma experiência imperdível para quem aprecia a arte da vinificação.




Durante o tour é visitado o local onde estão "trancafiados" os melhores vinhos já produzidos pela Marqués, adormecidos por até 120 anos. Garrafas preciosas, desfrutadas apenas pela realeza ou durante ocasiões especialíssimas celebradas pela própria Marqués de Riscal, como o brinde a Frank Gehry pelo projeto do Hotel.


Por fim, a degustação!!! Entre os principais rótulos produzidos pela empresa estão o Reserva Gehry – um vinho lançado em edição limitada de cinco mil garrafas –; o Baron de Chirel, feito com uvas de vinhedo com mais de 50 anos; e o Grand Reserva, que leva 30 meses envelhecendo em barricas de madeira.




*Curiosidade: a Marqués de Riscal foi precursora da modernidade na Rioja, sendo a primeira a levar a uva cabernet sauvignon para a Espanha.


Especificações: Para chegar até o vilarejo de Elciego [Rioja], a distância percorrida de carro via Madri é de aprox. 320 Km. Maiores detalhes sobre itinerários enogastronômicos na Rioja.